O CARNAVAL POR TRÁS DA FOLIA
Moradores de Passagem dedicam tempo e esforço para manter viva a cultura carnavalesca

Para muitos brasileiros, o carnaval é apenas uma festa, mas para os moradores de Passagem, a folia representa uma forma de manter viva tradições que ultrapassam décadas. A partir de um longo processo até a chegada na avenida, a comunidade realiza de forma voluntária os ensaios, a confecção de figurinos e bonecos.
Nesta vídeo-reportagem, acompanhamos agremiações como a Escola de Samba do Morro da Saudade, o Bloco do Boqueirão e a Escola Mirim Maestro Athayde, iniciativas que, há mais de 40 anos, fazem parte da construção do carnaval na região.

Além de movimentarem a festa, esses grupos criam espaços de convivência, inclusão e desenvolvimento social, especialmente para crianças e jovens.
Por trás das apresentações, há pessoas que se dedicam e participam pela vontade de celebrar e representar o lugar onde vivem, mesmo diante de dificuldades e incertezas.
Enquanto não tem certeza que a verba vai vir, a gente fica com medo de ensaiar as crianças, de mexer com a fantasia e não dar para ir.
- Dona Geni, fundadora da escola de samba mirim.
Apesar das incertezas, os grupos encontraram na cultura carnavalesca uma forma de resistir e pertencer para preservar o legado e a história do carnaval de Passagem de Mariana.
É não deixar uma história que começou com uma brincadeira de criança, morrer.
- Lúcia Bernardo, coordenadora de produção do Bloco do Boqueirão.
Mais do que a folia de fevereiro, os grupos ajudam a guardar para as futuras gerações o patrimônio cultural do distrito, com muita dedicação à folia e orgulho do trabalho realizado. Confira a reportagem completa e conheça quem está por trás dessa tradição.
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