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O CARNAVAL POR TRÁS DA FOLIA

Beatriz Lima, Kayque Barbosa e Vitória Guido
há 2 horas
2 min de leitura

Moradores de Passagem dedicam tempo e esforço para manter viva a cultura carnavalesca 


#ParaTodosVerem: No centro, uma mulher negra de cabelo curto e crespo, usando um vestido com estampa geométrica em branco e cinza, está em pé e sorri para a direita. Ela segura um pequeno disco colorido na mão esquerda. À direita da mulher, há um grande boneco de boi preto com cabeça vermelha e chifres. À esquerda, sobre um móvel de madeira, uma fileira de pequenos bonecos artesanais coloridos. Ao fundo, quatro grandes bonecos de carnaval estão dispostos. Um boneco central tem cabelo roxo comprido, coroa de flores e vestido amarelo estampado. À esquerda, um poste vertical com rostos de bonecos empilhados e um boneco de vestido longo rosa. À direita, cortinas de fitas coloridas e um banner circular de tecido branco com bordas douradas e franjas. No banner, há ilustrações e texto. Texto na imagem: No banner circular: "BLOCO" e "BOQUEIRÃO".
Lúcia Bernardo, conhecida como Tuta, é a responsável por criar personagens e alegorias para o Bloco do Boqueirão | Foto: Kayque Barbosa

Para muitos brasileiros, o carnaval é apenas uma festa, mas para os moradores de Passagem, a folia representa uma forma de manter viva tradições que ultrapassam décadas. A partir de um longo processo até a chegada na avenida, a comunidade realiza de forma voluntária os ensaios, a confecção de figurinos e bonecos.


Nesta vídeo-reportagem, acompanhamos agremiações como a Escola de Samba do Morro da Saudade, o Bloco do Boqueirão e a Escola Mirim Maestro Athayde, iniciativas que, há mais de 40 anos, fazem parte da construção do carnaval na região. 


#ParaTodosVerem: Em primeiro plano, dois homens negros estão de pé, segurando juntos um grande troféu dourado e vermelho. O homem à esquerda tem bigode e barba curtos e usa uma camisa amarela estampada com folhas tropicais e o logo de um leão. O homem à direita tem cabelos grisalhos e usa uma camisa verde estampada com um leão e texto dourado, além de um colar dourado. Ambos seguram um troféu com as duas mãos. Ao fundo, uma parede branca e uma coleção de plumas de carnaval coloridas (branco, amarelo, vermelho, verde e azul) dispostas atrás dos homens. Uma grade de metal está visível atrás deles, e à esquerda a parte de trás de um eletrodoméstico branco e à direita uma tomada elétrica. Texto na imagem: Na camisa do homem à esquerda, ao redor do logo do leão: "SAMBA MORRO DA SAUDADE". Na camisa do homem à direita, acima do leão, está escrito: "O TOLO FALA...", e abaixo, "O SÁBIO ESCUTA". Na parte inferior direita, abaixo do leão, está escrito "MORRO DA SAUDADE". Na placa do troféu: "CARNAVAL MARIANA, 2019, o amor que nos une é eterno, 1º LUGAR".
Fundada em 1984, a Escola de Samba Morro da Saudade teve Rogério Cezario como seu primeiro presidente. Hoje, a iniciativa é coordenada por José Arlindo, seu atual presidente. | Foto: Beatriz Lima

Além de movimentarem a festa, esses grupos criam espaços de convivência, inclusão e desenvolvimento social, especialmente para crianças e jovens. 

Por trás das apresentações, há pessoas que se dedicam e participam pela vontade de celebrar e representar o lugar onde vivem, mesmo diante de dificuldades e incertezas.


Enquanto não tem certeza que a verba vai vir, a gente fica com medo de ensaiar as crianças, de mexer com a fantasia e não dar para ir.

- Dona Geni, fundadora da escola de samba mirim. 


Apesar das incertezas, os grupos encontraram na cultura carnavalesca uma forma de resistir e pertencer para preservar o legado e a história do carnaval de Passagem de Mariana.


É não deixar uma história que começou com uma brincadeira de criança, morrer.

- Lúcia Bernardo, coordenadora de produção do Bloco do Boqueirão.

Mais do que a folia de fevereiro, os grupos ajudam a guardar para as futuras gerações o patrimônio cultural do distrito, com muita dedicação à folia e orgulho do trabalho realizado. Confira a reportagem completa e conheça quem está por trás dessa tradição.


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O Lampião é o jornal-laboratório do curso de jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), produzido durante a disciplina Laboratório Integrado I - Cobertura Noticiosa Hiperlocal.

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