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Cresce a tradição do Festival do Cuscuz de Sumidouro

Carlos Soares, João Henrique do Nascimento e Lis Fernandes
há 1 hora
3 min de leitura

Em 2004, algumas cozinheiras se reuniram para celebrar o cuscuz de Sumidouro, dando início a uma festa tradicional que dura até os dias de hoje


#ParaTodosVerem: Fotografia em primeiro plano, uma peneira circular de borda verde com malha fina repleta de massa de cuscuz. No canto superior direito, a mão de uma pessoa segura a borda da peneira, enquanto uma colher de metal raspa a massa na parte superior. Ao fundo, no canto inferior direito, há uma mesa com toalha em tom claro e padrão floral, sobre a qual está um copo de plástico impresso.
O cuscuz servido no festival é preparado em uma cozinha externa e transportada para a distribuição nos estandes do evento.| Foto: Carlos Soares.

No dia 12 de outubro, aconteceu a 22ª edição do Festival de Cuscuz de Sumidouro no distrito de Padre Viegas, em Mariana. O evento reuniu novamente a comunidade local e demais visitantes em torno da receita do cuscuz de moinho d’água. Além da comida, o público pôde aproveitar outras atrações, como a retreta da Corporação Musical Sagrado Coração de Jesus, a feira de artesanato, diversas brincadeiras e oficinas para as crianças.


#ParaTodosVerem: Fotografia colorida. Em primeiro plano, 8 crianças reunidas em volta de uma grande folha de papel pardo estendida no chão, com uma pequena caixa de papelão no centro contendo gizes de cera coloridos. No papel pardo, há traços coloridos e desenhos contornados de uma borboleta e um coração. Ao fundo, veem-se partes do corpo e roupas de outras crianças sentadas ao redor do papel, placas de tapete de EVA azul e um trecho de grama no canto superior direito.
Atividades recreativas como desenhos com giz de cera, peteca, bolha de sabão, pique bandeira e pular corda, animaram as crianças durante o evento. | Foto: Carlos Soares

A tradição do festival começou em 2004, quando um grupo de cozinheiras da comunidade se juntou para vender o tradicional cuscuz de Sumidouro, após a missa do dia 12 de outubro. Com o passar do tempo, mais pessoas se interessaram e começaram a comercializar o cuscuz em maior quantidade, chegando a 500 kg nas atuais edições.


Regiane Barbosa, jornalista e organizadora do evento, acompanha o festival desde a sua criação e relembra que a iniciativa começou com uma arrecadação comunitária. “No início, a gente distribuía bilhetinhos de porta em porta pedindo doação de ingredientes aos moradores”, afirma Regiane. A jornalista também destaca a importância das lideranças femininas na linha de frente da organização, já que são mulheres que coordenam as mais de 200 pessoas envolvidas entre cozinha, barracas e infraestrutura.


#ParaTodosVerem: Fotografia em primeiro plano, do lado direito, uma mulher vista de perfil, com cabelos presos por uma touca descartável branca, máscara cirúrgica azul cobrindo o nariz e a boca, e camiseta branca. Ela está em pé ao lado de uma travessa retangular com comida. À esquerda, outra mulher usa touca descartável branca, máscara cirúrgica azul, de camiseta branca e segura um prato de cuscuz com as duas mãos. À sua frente, sobre uma mesa coberta por uma toalha floral colorida, há uma grande bacia de alumínio contendo cuscuz. Ao fundo, há um muro feito de pedras empilhadas.
Os preparativos são iniciados uma semana antes da festa. As trabalhadoras atendem o público durante o festival e a renda arrecadada é reinvestida na comunidade.| Foto: Lis Fernandes.

As receitas desta edição vão do tradicional cuscuz da região, feito com bacon, linguiça e torresmo, e o de frango, para quem prefere algo mais leve. Como não pode faltar a sobremesa, o cuscuz doce de queijo e banana aparece como opção. Além disso, o evento contou com outras atrações, como atividades recreativas para crianças e música ao vivo com os artistas e banda local, que movimentaram a tarde e a noite em Padre Viegas.


A escolha do termo “festival” reflete a intenção de celebrar e valorizar a identidade cultural da região. Segundo Regiane,   “por ser uma iguaria nossa, uma forma de fazer que difere de outros lugares, [...] nasceu a ideia do festival”. 


A festividade cresceu a ponto de, em 2012, ser incluída no calendário oficial do distrito. Depois disso, o evento começou a receber repasses monetários anuais da Câmara Municipal de Mariana. Nessa edição, foi aprovado o repasse de R$105 mil para a realização do evento. De acordo com Marcos Eduardo Batista, secretário municipal de Patrimônio Cultural, esse valor foi destinado para financiar e custear a infraestrutura, a organização e as atrações do evento.


Uma comemoração desse porte já faz parte da cultura do distrito, alimenta a tradição local, valoriza a culinária artesanal e aumenta o turismo. Samuel de Freitas, vereador de Mariana, organizador do evento e membro da banda local, reforça a importância do Festival do Cuscuz já estar na 22ª edição, “é um festival que não só traz a cultura, mas também a união da comunidade”.


#ParaTodosVerem: Fotografia em primeiro plano, à esquerda, um regente de costas vestindo camisa social branca, calça preta e quepe escuro segura uma batuta em frente a uma estante com partitura aberta. Diante dele e à direita, integrantes de uma banda de música estão sentados em cadeiras de plástico pretas, vestindo camisas brancas de mangas curtas, gravatas escuras, calças pretas e quepes. Eles tocam instrumentos de sopro como clarinetes, saxofones, trompetes e eufônio, além de instrumentos de percussão. O chão é pavimentado com paralelepípedos. Ao fundo, há uma barraca com cobertura de lona verde à esquerda, uma parede de blocos de pedra com um banner vertical azul ao centro e uma estrutura metálica de palco à direita.
Fundada em 1890, a banda local carrega o  nome de Corporação Musical Sagrado Coração de Jesus (CMSCJ) em homenagem ao Sagrado Coração de Jesus, padroeiro e figura de forte devoção religiosa da comunidade local de Padre Viegas. | Foto: Carlos Soares.

Confira a galeria de fotos do evento.


  • Parte da programação do festival decorre a céu aberto e sobre o gramado da praça. O público ocupou m

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O Lampião é o jornal-laboratório do curso de jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), produzido durante a disciplina Laboratório Integrado I - Cobertura Noticiosa Hiperlocal.

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