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Ouro Preto é atravessada por memórias que não podem ser apagadas, como a história das Lavadeiras do Morro São Sebastião

  • Bruna Souza, Davi Leles e Igor Matheus
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Entre rios, fontes e bicas, o documentário revisita a trajetória das mulheres que ajudaram a construir a história de Ouro Preto

Aninha, filha de lavadeira  e Chiquinha, antiga lavadeira, que já não exerce a profissão. O olhar de admiração pelas memórias do passado. Cada conversa revela um pedaço de trajetórias marcadas por trabalho, resistência e afeto. Foto: Bruna Souza. #ParaTodosVerem: a foto mostra duas mulheres sentadas lado a lado durante uma entrevista. À esquerda, uma mulher sorri apoiando a cabeça na mão e usa um gorro vermelho, casaco escuro e cachecol cinza. À direita, uma senhora veste um casaco rosa e olha para frente com expressão serena. Ao fundo, há um ambiente aconchegante, com fotografias penduradas e enfeites coloridos no teto
Aninha, filha de lavadeira e Chiquinha, antiga lavadeira, que já não exerce a profissão. O olhar de admiração pelas memórias do passado. Cada conversa revela um pedaço de trajetórias marcadas por trabalho, resistência e afeto. Foto: Bruna Souza. #ParaTodosVerem: a foto mostra duas mulheres sentadas lado a lado durante uma entrevista. À esquerda, uma mulher sorri apoiando a cabeça na mão e usa um gorro vermelho, casaco escuro e cachecol cinza. À direita, uma senhora veste um casaco rosa e olha para frente com expressão serena. Ao fundo, há um ambiente aconchegante, com fotografias penduradas e enfeites coloridos no teto

No Morro São Sebastião, em Ouro Preto, a história das mulheres que se reconhecem como lavadeiras atravessa gerações. Entre bicas, tanques e trouxas de roupa, mães ensinaram filhas avós compartilharam saberes e o trabalho, durante muitos anos, se transformou em um modo de vida marcado pela convivência, pela solidariedade, pelas lutas diárias e pelas memórias construídas em comunidade.


Mais do que um ofício, para este mulhetes ser uma lavadeira significava carregar histórias, apesar de todos os preconceitos, violências e injustiças sociais. As conversas à beira d'água, os gestos repetidos diariamente, as cantigas, os ensinamentos e os vínculos criados nesses espaços permanecem vivos na lembrança de quem viveu essa realidade, e ajudam a contar uma parte importante da história de Ouro Preto.


Este mini documentário percorre as memórias das mulheres do Morro São Sebastião que fizeram da lavagem de roupas uma herança transmitida de geração em geração. Por meio de seus relatos, das experiências de seus corpos, de sua coletividade. Revisitamos lembranças da infância, do trabalho, da família e da comunidade, revelando como essas experiências moldaram identidades e fortaleceram memórias que precisam ser conhecidas e enaltecidas.


Convidamos você a conhecer suas histórias e a mergulhar em uma narrativa de afeto, pertencimento e memória. Mais do que recordar um ofício que vem desaparecendo, este documentário busca preservar e inscrever as vozes de mulheres que fizeram do cotidiano uma herança coletiva e mostrar como suas lembranças continuam vivas na identidade do Morro São Sebastião e de Ouro Preto.




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O Lampião é o jornal-laboratório do curso de jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), produzido durante a disciplina Laboratório Integrado I - Cobertura Noticiosa Hiperlocal.

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