O sonho do Hexa volta a ecoar no asfalto
- Lincol Moreira, Maria Clara Bispo e Mychelle Santos
- há 2 horas
- 2 min de leitura
Foi a partir da mobilização popular que os moradores do bairro Rosário resolveram celebrar a esperança do hexa, em verde e amarelo, na rua Pinho

Para todos verem: A paisagem de uma rua mostra o céu e muitas bandeirinhas verdes e amarelas penduradas nos postes, misturando-se aos fios. Ao fundo, vê-se uma montanha e, à esquerda, uma casa em construção com uma bandeira do Brasil hasteada.
Bandeiras suspensas, tiras verdes e amarelas, homenagens aos antigos títulos da seleção. Tudo isso enfeita a Rua Pinho, no bairro Rosário, em Mariana. A ideia de pintar a via surgiu em maio de 2026, durante uma conversa entre vizinhos. Para não interromper o trânsito local, eles decidiram realizar um mutirão noturno, unindo as pessoas em um resgate à tradição nacional de decorar casas, vias públicas e equipamentos urbanos para apoiar o Brasil nas Copas do Mundo.
No Rosário, a rua Pinho é a única via pintada para esta edição do mundial. A comunidade aprovou a iniciativa e os próprios moradores financiaram a compra dos materiais. As atividades, desde a pintura até a colocação de bandeiras, envolveram diferentes gerações de residentes da comunidade, que dividiu as tarefas para que todos pudessem participar e reviver essa tradição. Walter Severiano, 67, pintor e pai do idealizador do projeto, Dênis Vinicius, por exemplo, preparou e misturou as tintas utilizadas para dar vida ao cinza do asfalto.
A prática de pintar ruas durante a Copa do Mundo é uma manifestação cultural exclusiva do Brasil. O movimento popular surgiu após a conquista do primeiro título mundial da Seleção Brasileira, na Suécia, em 1958. A partir da Copa de 62, os cidadãos decoraram o asfalto com as cores da bandeira nacional para celebrar a vitória e estimular a torcida. Desde então, a atividade se consolidou como um hábito cultural nas décadas seguintes.
O descontentamento com os resultados esportivos e a falta de identificação com o time reduziram o engajamento do público. Com isso, a tradição acabou perdendo força nas últimas edições do mundial. Agora em 2026, moradores do Rosário tentam reverter esse histórico de desânimo por meio da mobilização comunitária. O Jornal Lampião foi até as ruas viver um dia de jogo do Brasil com os moradores. Lá ouvimos as expectativas para a Copa e entendemos como eles decidiram voltar com esse costume. A história completa você confere aqui, no Podcast “O Hexa começa na calçada”.




Comentários