top of page

Hyperpop e psicodelia marcam o novo EP de Duda Beat, “Esse Delírio Vol. 1”

  • Ryan Dias
  • 30 de ago. de 2025
  • 2 min de leitura

46ª edição


Ouça o recomendados na íntegra:


Com sonoridades que transitam do eletrônico ao rock, o projeto propõe uma estética ainda mais alternativa aos últimos trabalhos da artista.


#PTV: A cantora Duda Beat posa deitada de bruços em um chão de madeira, com o tronco apoiado nos cotovelos e as pernas esticadas para trás, com os joelhos dobrados. Ela tem cabelos loiros longos e está olhando diretamente para a câmera. Veste uma camisola branca, de renda, de alças finas e com babados na parte da frente. Seus lábios estão rosados e ela usa uma maquiagem nos olhos em tons de rosa. Há uma tatuagem com o número "777" no seu antebraço direito. Ao seu redor, há diversos pares de sapatos de salto alto.
De acordo com a cantora, o EP é um preparatório para o seu quarto álbum, até então nominado como “DB4”. Foto: Reprodução/Instagram (@dudabeat)

No EP Esse Delírio Vol. 1, a pernambucana Duda Beat adota uma abordagem ligeiramente diferente em relação ao seu último álbum, Tara e Tal. Ao mesmo tempo em que resgata sonoridades anteriores, apresenta novas direções musicais, mantendo a clássica melancolia dançante que marca sua trajetória.


Lançado pouco mais de um ano após seu último álbum, Esse Delírio chegou às plataformas de streaming em 7 de agosto deste ano. O projeto reúne seis faixas inéditas e uma versão demo de “Casa”, desdobrando-se em influências do dance pop e do hyperpop.


O EP conta com colaborações de Ajuliacosta, em “Você Vai Gostar”, Boogarins em “Foimal” e TZ da Coronel em “Nossa Chance”. As participações acrescentam diversidade ao repertório, mas o foco permanece na voz e na narrativa de Duda.


#PTV: A cantora Duda Beat está apoiada na parte de trás de um carro coberto por uma lona transparente, em uma rua, com prédios antigos ao fundo. Ela tem cabelos loiros platinados e veste um top de metal, cravejado de tachas pontiagudas, com alças de corrente. Na lateral do corpo e no antebraço direito, é possível ver tatuagens em forma de estrela e a sequência de números "777", respectivamente. Ela usa calças jeans largas. Seus olhos estão com uma maquiagem marcante e os lábios com um batom rosa claro.
Na publicação que anuncia o lançamento de Esse Delírio nas plataformas de streaming, Duda Beat afirma que “esse projeto nasceu do meu coração de forma despretensiosa mas sincera”. Foto: Reprodução/Instagram (@dudabeat)

Contando a produção da dupla Lux&Tróia, formada pelos artistas Lux Ferreira e Tomás Tróia, o projeto tem como característica uma estética mais dançante, que dialoga com gêneros como pop, disco, hyperpop e techno, com uma pitada de psicodelia. Sua sonoridade remete a álbuns internacionais como Future Nostalgia (2020), de Dua Lipa, e Something To Give Each Other (2023), de Troye Sivan, sem deixar de experimentar com instrumentos típicos de outros estilos, como por exemplo, a guitarra e a bateria do rock.


O  jornalista Levy Eduardo, repórter do The Music Journal Brazil e criador do blog especializado em música, Song Matters, analisa a obra positivamente. Segundo Levy, o EP “é um trabalho muito bem feito, tanto na produção, quanto na composição”. O jornalista afirma ainda que a obra é muito variada, muito completa. “Uma coisa que me chama atenção são trabalhos que tem tanto carinho em tentar atingir novos lugares”, diz o repórter.


A fusão entre batidas dançantes e temática melancólica, marca registrada da artista, continua presente em todo o EP. Aqui, porém, a incorporação de novos gêneros adiciona frescor ao já consolidado trabalho de Duda Beat. É, mais uma vez, um convite para sofrer dançando.



Posts recentes

Ver tudo
“O prejuízo de uma vida”

O ônibus descia lentamente pelas ruas, enquanto o barulho do motor se misturava às reclamações típicas do fim do mês. Mochilas gastas, botas sujas de minério e rostos cansados ocupavam os bancos apert

 
 
 
O ritmo traumático do silêncio

De alguma forma, eu me lembro quando a barragem de Fundão estourou em 2015. Eu tinha 11 anos, minha mãe me buscava na escola em São Paulo e o telefone dela não parava de tocar. As pessoas acreditavam

 
 
 

Comentários


O Lampião é o jornal-laboratório do curso de jornalismo da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), produzido durante a disciplina Laboratório Integrado I - Cobertura Noticiosa Hiperlocal.

instagram_edited.png
tik-tok_edited.png
spotify_edited.png
youtube_edited.png
twitter_edited.png
bottom of page