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O crescimento dos casos de Alzheimer e os desafios de quem cuida

  • Bianca Gonçalves e Vitória Baldoino
  • há 14 horas
  • 11 min de leitura

47° edição


Com o aumento acelerado da população idosa, o país enfrenta demandas urgentes no diagnóstico, tratamento e suporte às famílias e aos cuidadores que convivem com pessoas acometidas por doenças neurodegenerativas.


#ParaTodosVerem: A imagem mostra uma composição de álbuns de fotografia antigos, fotos soltas e cadernos com anotações manuscritas, de forma sobrepostas. No centro, um pequeno álbum aberto revela uma página amarela, com uma assinatura, data e local.
O pai da cuidadora Jerusa Francisca, 45, convive com o Alzheimer há cerca de 7 anos. Fotografias e anotações em cadernos são formas que a família encontrou para que sua memória fosse resguardada fisicamente | Foto: Bianca Gonçalves

Segundo dados da Agência de notícias do IBGE, estima-se que a população brasileira passa por uma aceleração percentual do envelhecimento. Idosos com 60 anos ou mais de idade cresceram de 22 milhões para 34,1 milhões, entre 2012 e 2024, um aumento percentual de 53,3%. No Brasil, atrelado a este contexto, o Alzheimer também avança de forma silenciosa e preocupante. De acordo com a Agência Gov (2023), o Alzheimer é o principal tipo de demência no mundo, responsável por aproximadamente 70% dos casos desta natureza. E que cerca de 8,5% da população brasileira com 60 anos ou mais convivem com algum tipo de demência, conforme o Relatório Nacional sobre a Demência: Epidemiologia, (re) conhecimento e projeções futuras, divulgado pelo Ministério da Saúde em 2024. São  cerca de 2,7 milhões de casos, segundo estimativas do Jornal o Globo (2024). Nos Estados Unidos, esse percentual é maior, aproximadamente 10% das pessoas com 65 anos ou mais vivem com o Alzheimer, de acordo com o Economist Impact. 


Especialistas apontam que um dos principais obstáculos para o diagnóstico precoce no país é cultural. O relatório From awareness to action: addressing the growing burden of Alzheimer’s in Brazil (Da conscientização à ação: enfrentando o crescente desafio da doença de Alzheimer no Brasil), publicado pela The Economist (2025), aponta que a doença ainda é amplamente encarada como uma consequência natural do envelhecimento, embora não seja. O que gera um processo de desinformação capaz de causar medo em uma sociedade que vê seu número de pessoas idosas aumentar consideravelmente. Portanto, este tipo de percepção equivocada contribui para o estigma em torno do problema e atrasa a busca por ajuda médica, além de refletir na baixa conscientização da população brasileira a este respeito. 


É importante ainda ressaltar que a Doença de Alzheimer (DA), é apenas um dos tipos de demência e não engloba todos os casos de sua ocorrência. A fragilidade do sistema público de saúde também agrava a questão. Com unidades sobrecarregadas e escassez de especialistas, o acesso a um diagnóstico adequado se torna difícil, especialmente para famílias em situação de vulnerabilidade. A realidade financeira pesa, segundo pesquisa realizada pela CNN Brasil, de 2021, revelou que nove em cada dez brasileiros não conseguem arcar com despesas de saúde no geral. Entre os principais relatos estão os altos custos de tratamento, a demora para conseguir consultas e a distância entre as residências e os serviços médicos. Assim, o Alzheimer no país se consolida não apenas como um desafio médico, mas como uma questão social que exige políticas públicas, informação e acesso.


É neste cenário que a Campanha do Fevereiro Roxo surgiu há mais de dez anos. O objetivo central é promover a difusão e acesso ao conhecimento de qualidade sobre o assunto, além de alertar a população para a importância do diagnóstico precoce de doenças como Lúpus, Fibromialgia e especialmente o Alzheimer. Segundo o blog da Sociedade Mineira de Reumatologia, a iniciativa surgiu em 2014 na cidade de Uberlândia (MG). 


A Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz) define as doenças neurodegenerativas como a perda progressiva de funções intelectuais, como a memória, a linguagem, o raciocínio e o comportamento, que afeta a autonomia e a rotina do indivíduo.


A imagem mostra as mãos de uma pessoa idosa segurando um pequeno álbum de retratos.
Apesar de ser a forma mais comum de demência, o diagnóstico de Alzheimer ainda enfrenta barreiras culturais, estruturais e sociais no país  | Foto: Bianca Gonçalves 

Alzheimer não é o único tipo de demência


Uma matéria do The New York Times republicada pela Folha de São Paulo, em dezembro de 2025, explicou o que são os outros tipos de demências além do Alzheimer, o mais diagnosticado entre eles. A começar pela demência vascular, a segunda mais comum, que pode acontecer após um maior ou um conjunto de derrames menores. A causa mais comum são os desgastes ocorridos a longo prazo nos vasos sanguíneos menores do cérebro, quando o fluxo sanguíneo para o cérebro é interrompido e suas células ficam sem oxigênio e nutrientes. Alguns fatores de risco são pressão alta e uma saúde cardiovascular precária. É importante dizer que esta é a mais evitável dentre as outras formas da doença. 


Já a demência com corpos de Lewy se caracteriza por afetar não apenas o cérebro, mas também o sistema nervoso, podendo trazer consequências para todo o corpo. Embora a perda de memória aqui seja menos comum, pode ocorrer comprometimento do funcionamento executivo, dificuldades visuais espaciais como para encontrar objetos em dispensa, grandes alucinações. Além de sintomas físicos como constipação, dificuldade para urinar, tontura ao ficar de pé, disfunção erétil nos homens, entre outras muito presentes no Parkinson, tremor, rigidez muscular, dificuldade com o equilíbrio. No caso do corpos de Lewy, os sintomas podem variar de acordo com quais áreas do cérebro são afetadas. 


A mais rara entre todas elas é a demência frontotemporal, em que os primeiros sintomas costumam surgir aos 40, 50 ou 60 anos. Nela, a área mais afetada é o lobo frontal do cérebro, o que dá o nome à doença. Além de também afetar o funcionamento executivo, planejamentos ou organização, como planejar finanças ou até mesmo uma viagem, ela pode provocar mudanças radicais de personalidade, tornando o indivíduo excessivamente desinibido e impulsivo ou muito apático e desmotivado.  


Apesar das semelhanças nos sintomas, as demências possuem causas e evoluções distintas, o que, como já dito, torna o diagnóstico correto e antecipado fundamental. Segundo o professor e neurologista da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) Leonardo Brandão, que concluiu seu doutorado com uma pesquisa sobre Alzheimer na mesma instituição, a diferenciação entre os tipos de demência é essencial para o tratamento adequado e para o acompanhamento do paciente. 


Sinais de atenção, progressão e características do Alzheimer


Leonardo pondera sobre o estigma que envolve o termo demência hoje, e defende que o mais adequado seria o emprego de deficiência cognitiva em seu lugar. Neste sentido, acrescenta que há dois grandes grupos em que ela se divide. O primeiro é chamado de Deficiência Cognitiva Leve (DCL), cujo sintoma é uma perda estrita de memória, sem impacto na atividade de vida diária (AVD). Diz respeito a esquecimentos como a senha de um banco, o aniversário de alguém, uma palavra que se pretendia falar, mas que posteriormente são relembrados. Nada muito além disso. Ele contabiliza que 50% das pessoas com mais de 80 anos desenvolvem esta doença. Ainda de acordo com o médico, a prática de exercícios físicos e a introdução de hobbies na rotina do indivíduo, como ler e escrever, são considerados importantes fatores protetivos contra o problema. 


Agora, dentro deste grupo dos 50% com DCL, há um alto índice que estima-se avançar para a Deficiência Cognitiva Maior (DCM), 80%, segundo Leonardo. São os casos em que a memória segue piorando progressivamente, e com ela, outros domínios cognitivos passam a ficar comprometidos. O que por sua vez impacta na atividade de vida diária do paciente, comprometendo a autonomia que a pessoa possui sobre as ações e rotinas do seu dia a dia.  


Segundo a National Library of Medicine (Biblioteca Nacional de Medicina) de 2021, a Deficiência Cognitiva Maior (DCM) se caracteriza como um declínio cognitivo significativo em relação a um nível anterior de desempenho em um ou mais domínios cognitivos, incluindo a capacidade de manter o foco por um longo tempo, alternar entre as tarefas diárias, a função executiva, que gerencia os pensamentos, emoções e ações do paciente, além de aprendizagem, memória, linguagem e habilidades perceptivo-motoras que integram a percepção sensorial (visão, audição e tato), como as movimentações físicas, que são responsáveis pelas ações e a cognição social, quando o cérebro processa as informações sociais para interagir com outras pessoas, incluindo as percepções, lembranças e pensamentos.


Ainda para o neurologista, mais ou menos 85% dos idosos acima de 80 anos e com DCM evoluem para a doença de Alzheimer. Leonardo comenta que o diagnóstico dessa última é complexo e por exclusão, requer um certo tempo de acompanhamento do paciente para se chegar a ele. Não é dado por um único fator direto, mas por um conjunto de fatores cognitivos associados aos exames clínicos e complementares. “A gente tem que excluir outras condições para, lá no final, falar para a família que provavelmente, possivelmente aquilo é doença de Alzheimer. A gente tem que ter um cuidado muito grande com isso. Eu tenho que ter uma razoável certeza do que eu estou falando porque [caso se constate a doença de Alzheimer] vai mudar a vida de todo mundo. Vai mudar a vida daquela pessoa que tem o diagnóstico, e vai mudar a vida da família. Muda tudo!", destaca o médico.


O professor da UFOP conta ainda que geralmente, o próprio paciente não percebe os sintomas, mas sim a sua família que o leva para uma consulta. As mudanças de comportamento são muito sutis, mas podem chamar a atenção: perda da memória recente, ou seja, dificuldade para lembrar o que fez de manhã, o que tomou de café, dificuldade para se vestir, tomar banho, trocar de roupa, abotoar a camisa. Até mesmo o ato de pegar um garfo para tomar uma sopa. A pessoa também começa a apresentar dificuldade de executar as atividades diárias. Alterações de comportamento podem ocorrer, como alguém que costumava ser extrovertido e passa a se isolar, ou uma pessoa que era calma, mas se torna agressiva. A sexualidade exacerbada pode ser outra característica, quando comentários e ações inapropriadas, que não ocorriam antes, passam a acontecer. Assim que se nota estes comportamentos, é importante que uma consulta ao médico seja realizada.   

  

A causa do Alzheimer ainda é desconhecida, porém o dr. Leonardo explica alguns fatores de risco, como a condição genética familiar, hipertensão arterial, diabetes, níveis altos de colesterol e tabagismo, que podem aumentar o risco de desenvolvê-la. O tratamento já na meia-idade pode reduzir a piora em idades mais avançadas. Diante desse cenário, o impacto da doença ultrapassa o campo individual e se torna um desafio familiar.


O impacto nas rotinas profissionais e familiares


A cuidadora de idosos e técnica de enfermagem da Santa Casa de Misericórdia de Ouro Preto, Jaqueline Geralda, 42 anos, que tem atuado diretamente no acompanhamento de pessoas com Alzheimer, relata que a rotina envolve habilidades físicas e emocionais constantes. “Os desafios são diários, muitas das vezes cansativos e exaustivos, sendo que, em cada etapa da doença, é possível notar hábitos comuns, além do esquecimento, como falta de apetite, necessidade de cuidados básicos de higiene, momentos de irritabilidade e a síndrome do pôr do sol” (assim chamada pelo fato de pessoas com demência se sentirem mais confusas e perdidas no período da tarde/noite). 


A imagem apresenta um close nas mãos apoiadas sobre o colo de uma pessoa idosa negra. As mãos aparecem relaxadas, com a pele marcada por rugas e veias aparentes.
Um diagnóstico correto depende de seus sintomas principais e de exames feitos pelos neurologistas e psiquiatras geriatras e é de suma importância para saber sobre a progressão da doença | Foto: Bianca Gonçalves 

Jaqueline explica que em cada estágio da doença o profissional responsável necessita de experiências específicas, desde cuidados simples como a realização de tarefas diárias, os exercícios de cognição e autonomia ativa do paciente, até cuidados intensivos, quando, como no estágio quatro, a sua fase mais avançada, com sintomas caracterizados pelo mutismo (perda da capacidade de comunicação) e disfadiga (dificuldade de engolir).


Já a analista clínica e cuidadora familiar, Jerusa Francisca, 45 anos, relata parte dos impactos e mudanças nos cuidados diários com o seu pai, que foi diagnosticado com a doença há quase sete anos. “Hoje sempre tem alguém responsável para poder monitorar, tá dando medicamento na hora certa, alimentação. Já fizemos várias mudanças como adaptar a barra de segurança no banheiro, organizamos o quarto dele do jeito que ficou só o básico, para ficar bem arejado.”


Outra questão diz respeito aos perigos para quem é diagnosticado com a doença, que exigem atenção plena e frequente revisão dos espaços onde vive. A este respeito, Jerusa destaca algumas medidas que a família teve que tomar. “Colocamos o botijão de gás para fora da casa. Tudo que a gente sabe que possa oferecer risco, a gente tira do alcance dele, como por exemplo, isqueiro, fósforo, para evitar que ele tente acender. E assim, as mudanças são constantes. A gente vai sentindo a necessidade, vai modificando”. Histórias como a de Jerusa tornam evidentes que a doença de Alzheimer não afeta apenas quem recebe o diagnóstico, mas também os familiares, o cuidador e toda a rede de apoio.


Como já dito, no estágio final do Alzheimer, o de número quatro, o paciente perde a capacidade de interagir, se locomover, de conversar e de deglutir (dificuldade de ingerir alimentos). Diante da relevância de quem cuida desses pacientes, tramita no Congresso Nacional um projeto de lei que visa regulamentar a profissão de cuidador de idosos no país, reconhecendo-a como um trabalho essencial para a população.   


O papel do SUS e a ABRAz no apoio às famílias e cuidadoras 


Para a Associação Brasileira de Alzheimer (ABRAz), o crescimento e avanços de casos diagnosticados no Brasil reforça a importância da informação, acolhimento e apoio às famílias desde os primeiros sintomas. Embora não seja possível evitar todos os casos de demência, a associação alerta que a atenção prévia aos fatores de risco podem fazer uma grande diferença futura, colaborando para evitar, adiar ou mitigar até 50% dos casos de demência no mundo. Mudanças no estilo de vida, como alimentação equilibrada, a prática de exercícios físicos, o cuidado com a saúde mental e as conexões sociais com outras pessoas ajudam não só a proteger o cérebro, mas também a melhorar a qualidade de vida como um todo. 


#ParaTodosVerem: A fotografia mostra um super close  rosto de um homem idoso, enquadrado de perfil, com foco na região dos olhos, sobrancelha e nariz, que as partes que aparecem na imagem. A pele apresenta marcas do tempo, como rugas bem definidas, textura evidente e pelos grisalhos espalhados pela sobrancelha e pela linha do cabelo.
A ABRAz, instituição filantrópica, presta atendimentos emocionais, educacionais e fomenta pesquisas relacionadas ao Alzheimer e às outras demências, complementando o cuidado oferecido pelo Sistema Único de Saúde (SUS), que garante acompanhamento e acesso a medicamentos | Foto: Bianca Gonçalves

O Neuropsiquiatra e Geriatra, Sérgio Fonseca, atual presidente da ABRAz Regional de Minas Gerais, explicou em entrevista ao Jornal Lampião, a importância de se ter a Associação ao lado do paciente e seus familiares. “Essa é a grande função, a grande missão da ABRAZ: orientar o cuidador, sobre quem ele está tratando, e qual é o problema”. Ele relembra que o Governo Lula, em junho de 2024, instituiu a Lei 4.364/2020, intitulada ‘Política Nacional de Cuidado Integral às Pessoas com doença de Alzheimer e Outras Demências’, proposta pelo senador Paulo Paim (PT/RS). 


A instituição explica, em release enviado ao Lampião, que a proposta da lei é dar visibilidade às demandas dos pacientes e garantir sua proteção e cuidado. Porém, para que ela seja concretizada, o  pondera que “no entanto, ainda há muito por fazer até que a lei seja efetivamente aplicada na realidade, o que inclui a criação de uma comissão interministerial para desenvolver as diretrizes do Plano Nacional em Demência, que garanta cuidado e atenção integral para as pessoas com demência e seus familiares/cuidadores; o que irá representar um avanço significativo para a saúde pública brasileira.” 


Sérgio Fonseca detalhou ainda o papel da instituição e como eles se aproximam da população, ou daqueles que não podem ir a uma consulta, disponibilizando suporte e informação. “A gente faz as lives. Quase todas as ABRAz fazem isso. Nessa regional de Minas, nós fazemos uma live toda última terça-feira de cada mês, e as pessoas podem participar com os familiares, fazer perguntas. A ABRAz está aí para isso, para orientar os familiares, cuidadores e a população em geral sobre o tema”. 


Ainda de acordo com o presidente regional da associação, ela também promove grupos de apoio que atendem diretamente os solicitantes em reuniões de acolhimento familiar, com o propósito de promover a qualidade de vida de todos os que participam do cuidado com o paciente de Alzheimer. Outra iniciativa são os grupos de atendimento e estimulação cognitiva para pacientes com esta e outras demências. E em algumas localidades são oferecidos até grupos de estimulação física por meio de exercícios corporais e oportunidades de convívio social. Todas estas informações, sobre demências, seus tipos, tratamentos, aprofundamento sobre sintomas, orientações tanto para o paciente quanto para os cuidadores podem ser encontradas no site da Associação Brasileira de Alzheimer | ABRAz


Diante do envelhecimento da população uma das questões que se coloca é o aumento de doenças crônicas degenerativas e não-transmissíveis (DCNT), e que por serem distúrbios (falha de funcionamento de um órgão ou sistema do corpo humano), algumas afetam a memória, as emoções, a função cognitiva, o raciocínio intelectual e o julgamento, impactando duramente as atividades de vida diárias. Em meio a este contexto, a doença de Alzheimer impõe desafios que exigem preparo do sistema de saúde, apoio às famílias e informação contínua. Mais do que uma condição clínica, trata-se de um tema que demanda um trabalho coletivo e atenção permanente da sociedade.


Por meio do SUS, pessoas com suspeita de Alzheimer têm direito a acompanhamento médico e medicamentos como rivastigmina, galantamina, memantina e donepezila, esta última agora também pode ser utilizada para casos graves. De acordo com o Ministério da Saúde (2025), o medicamento anteriormente era utilizado apenas em casos leves ou moderados da doença. 


Os direitos se estendem ao atendimento multidisciplinar em unidades habilitadas pelo Ministério da Saúde. Existe também o “Programa Melhor em Casa”, pelo qual o paciente é assistido em domicílio, evitando internações prolongadas e promovendo maior conforto no ambiente familiar. O projeto consiste ainda em acompanhamento personalizado das equipes de saúde e suporte constante, orientando familiares no cuidado diário com o indivíduo. Pessoas com diferentes problemas de saúde podem utilizar esse programa, dentre elas: pacientes que tiveram AVC, indivíduos que passaram por cirurgias, pessoas que precisam realizar curativos extensos ou medicação venosa, aqueles que necessitam de cuidados frequentes e também os que se encontram em cuidados paliativos na fase final da vida.  

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